O que pode estar por trás de uma tragédia?

Publicado em 08 de abril de 2019

O artigo deste mês é uma reflexão a respeito de todas as tragédias que têm acontecido no Brasil e no mundo e, mais precisamente, a de Suzano.

Vivemos em um mundo tão intolerante e tão competitivo que para a pessoa sentir-se plena e feliz ela precisa fazer sucesso, ter centenas e centenas de likes em suas postagens, aparecer a qualquer custo; sem sentir frustração nem cometer erros; precisa ter tudo – carros, casas, roupas, sapatos… o outro tem que ser perfeito… ela mesma tem que ser perfeita. E quando isso não acontece, sente-se ansiosa, frustrada e infeliz. Minha sensação é de que cresce uma raiva do outro que nem se percebe.

Todos nós, sem exceção, vemos a vida por meio de filtros e esses filtros estão inseridos em nosso DNA desde que nascemos. Não fomos ensinados a identificar, nomear e expressar nossos sentimentos e necessidades e, sim, a camuflá-los. Isso gera uma ansiedade absurda com a qual não sabemos lidar.

Aprendemos muito cedo que cabe a nós a responsabilidade e o esforço para que todos sejam felizes; e que também somos responsáveis pelos sentimentos dos outros. Crescemos ouvindo de nossos pais: “Meu filho, você não pode ser egoísta; se seu irmão estiver com um problema, você tem que ajudá-lo a resolver para que ele não sofra”. “Eu sou a mãe ou o pai e a felicidade de meu filho é responsabilidade minha”. Aí você faz das tripas coração para dar tudo, fazer tudo, impedir que ele se frustre a qualquer custo; e como não consegue, sente-se frustrado como pai ou mãe, porque o filho não percebe. A isso Marshall Rosenberg chama de escravidão emocional. Isso não significa que tenhamos que cultivar o egoísmo, mas, sim, dosar o que é importante para ambos, ou seja, identificar sentimentos e necessidades.

Nos últimos tempos, estamos vendo a criação de muitos ídolos – para o bem e para o mal. Vale lembrar que todos nós temos o bem e o mal dentro de nós e que é importante estarmos alertas. Fiquei perplexa com os jovens que admiraram o ocorrido em Suzano, dizendo que gostariam de fazer igual; fiquei perplexa com o quanto esta medida é normal para eles.

Já ouvi pessoas me dizerem que não têm a maldade dentro de si, mas digo que, infelizmente, temos a luz e a sombra dentro de cada um de nós. Nossa sombra, na maioria das vezes, a escondemos até de nós mesmos. Imagine um filho ou alguém muito querido passando por uma situação de roubo, de furto com risco de morte, de sequestro relâmpago de uma mãe com filho pequeno no carro…  o que passa na cabeça dessas pessoas? O que seus entes queridos são capazes de fazer para protegê-los? Quando nos indignamos, criticando, querendo nos vingar, odiando e desejando dar o troco, estamos alimentando esse mal.

É importante aprendermos a identificar, nomear e lidar com esses sentimentos e necessidades e, assim, trazermos o amor. Não estou dizendo que as pessoas não devam ser responsáveis pelo que fazem, mas, sim, que não precisamos alimentar o ódio, porque quanto mais o alimentamos, mais ele cresce. O importante é que, diante dessas tragédias, cultivemos o amor, a compaixão por todos os envolvidos, sejam eles as pessoas que morreram, as que ficaram feridas, os parentes que amavam todas essas pessoas, os que cometeram as atrocidades e seus familiares. O amor tem um poder que não imaginamos.

Minha percepção é que viemos a esse mundo para aprendermos a lidar com todos os sentimentos – bons ou ruins – para evoluirmos como seres humanos e este é um grande desafio para todos nós. A essência do ser humano é boa, mesmo quando ele acaba por fazer o mal a outro. Existe uma passagem na Bíblia que diz: “Não faço o bem que quero, mas o mal que não quero, esse faço” (Romanos 7.19).

Estou aqui me perguntando: será que os meninos que provocaram toda essa tragédia não fizeram isso como forma de dizerem que precisavam ser vistos, reconhecidos, acolhidos, pertencidos e amados? Será que eles foram aos poucos excluídos e foram morrendo a cada dia, porque seus sentimentos não foram exteriorizados por medo e suas necessidades não foram atendidas? Será que nós, quando não gostamos de alguém, ao invés de buscar saber mais a respeito e procurar entender o que levou o indivíduo a fazer o que fez e se precisava de algo, o excluímos ou rejeitamos? Será que também essa não é uma forma de agressão? Marshall Rosenberg diz que cada agressão é uma expressão trágica de necessidades não atendidas”.

Uma professora postou nas redes sociais que seus alunos estavam eufóricos com a tragédia acontecida em Suzano e achou por bem deixá-los falar a respeito. Um menino de 10 anos perguntou quem havia matado o garoto que atirou e ela respondeu: “Ele se matou”. O menino então disse: “Quando meus pais brigam, eles ficam sem se falar por dias. Aí ficam de bem de novo e minha mãe diz para o meu pai: ‘Você me mata todas as vezes em que para de falar comigo’ ”. E completou: “Acho que esse menino matou todos e se matou porque ninguém queria conversar com ele”.

Então pense se você, inconscientemente, não está matando alguém todos os dias.

Precisamos ser mais tolerantes e pacientes com nós mesmos e com o outro. Precisamos acolher, abraçar, reconhecer e amar. Precisamos ser menos julgadores de nós mesmos e dos outros. Precisamos ter mais compaixão, perdão, deixar de querer ter para ser; deixar de querer ter razão para ser mais feliz. Deixar de acreditar que o outro fez de propósito, que ele tem culpa, que ele é ruim. Vamos exercitar a empatia com nós mesmos e com o outro. Vamos buscar o autoconhecimento e fazer algo que nos transcenda.

Vamos buscar uma comunicação mais compassiva e amorosa; vamos incluir os excluídos; vamos dar espaço para quem não têm… Vamos AMAR mais nosso semelhante.

A Comunicação Não Violenta pode ter técnicas para ajudar, mas o que realmente faz a mudança é vivermos a CNV 24 horas por dia. Para começar, controle seus pensamentos. Quando vier um pensamento ruim a respeito de alguém, pare, respire, faça uma pausa e busque perceber o que está por trás das palavras. Dessa forma poderemos mudar o mundo começando por nós mesmos e para isso será importante sairmos do orgulho.







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Depoimentos
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Maria Terezinha Barbieri




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