
Decisões Corporativas: Você sabe o que está por trás delas?
São pessoas decidindo pelos interesses da empresa; quer seja pelo aumento da sua rentabilidade ou perenidade!
Na minha visão são interesses legítimos, afinal com exceção das empresas do terceiro setor, todas as demais precisam ser lucrativas para continuarem a existir e operar.
Empresas rentáveis investem em produtos, processos e pessoas; geram empregos; movimentam a economia e contribuem com o desenvolvimento do país. Empresas perenes geram confiança e credibilidade junto ao consumidor e dão ao empreendedor o sentimento de sonho realizado e novos frutos.
Pensando nisso não vejo como discutir e questionar o porquê de uma decisão de aumentar o faturamento, reduzir custos, revisar processos, entre outras), mas questiono o como as ações são, de fato, implementadas.
Quando temos claro o porquê de algo ou do objetivo desejado, precisamos definir como vamos atingi-lo. É justamente nessa definição do “como” que devemos fazer alguns questionamentos, entre eles:
- Está alinhado com os valores da empresa?
- É legal?
- É ético?
- Qual impacto de curto e longo prazo?
- Quais as alternativas disponíveis?
- Os riscos foram mapeados? Podemos eliminá-los ou só mitigá-los?
Pode parecer óbvio, mas nem sempre o óbvio é aplicado.
Decisões são tomadas apesar de não passarem em algumas das questões acima, muito provavelmente por terem invertido a ordem e pensarem no como antes do porquê.
Um outro motivo para essa inversão é a falta de alinhamento entre as pessoas que tomam as decisões, inclusive pelos diferentes interesses entre elas, o que não é difícil de encontrar em qualquer empresa.
O time do comercial reclama do time financeiro que não libera o crédito do cliente. Os times da logística e produção reclamam do time comercial que não informa a previsão de vendas para se programarem. Os acionistas questionam a gestão por considerarem os resultados aquém do desejado.
Da mesma forma que existem exemplos de decisões com impacto negativo nas empresas, existem milhares de exemplos com impacto positivo, mas o que deve diferenciar um caso do outro?
Muito provavelmente a sua estrutura de decisão!
Empresas com pessoas coesas e sem medo de expressar a sua opinião; onde primeiro entende-se o problema para depois definir a solução; onde o impacto da solução é, de fato, avaliado no curto e longo prazo, as decisões são mais assertivas e tendem a impactar positivamente a empresa.
Empresas onde as pessoas não são ouvidas e tem medo de se expressar; onde as decisões são centralizadas em uma única pessoa sem espaço para a discussão de alternativas e impera o imediatismo (alguns diriam “senso de urgência”) sem avaliar os impactos no futuro, tendem a gerar mais problemas para a própria empresa.
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Quer descobrir como a estrutura da tomada de decisões corporativas e o alinhamento entre as equipes podem ser decisivos para transformar estratégias em resultados reais? Então, entre em contato comigo. Terei o maior prazer em conversar a respeito.
Marcio Motter
https://marciomotter.com.br/
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