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Demissões por Compliance: Como Equilibrar Ética e Transparência?

Como equilibrar ética, transparência e sigilo nas demissões por compliance? Essas decisões impactam carreiras, cultura organizacional e reputação empresarial. Descubra os desafios, riscos e soluções para uma gestão mais humanizada e justa nesses casos.

Demissões por Compliance: Como Equilibrar Ética e Transparência?

Demissões por Compliance: Como Equilibrar Ética e Transparência?

Falar sobre demissões motivadas por questões de compliance é sempre um terreno delicado. Os códigos de cada empresa sobre o assunto são geralmente restritivos quanto à divulgação das informações que envolvem os casos, mas a história sempre acaba vazando.

Se completa ou em partes, ou mesmo o quanto de verdade existe naquilo que chega à mídia, são sempre pontos para se ter em mente durante as análises, que é quando surgem questionamentos sobre a forma como as empresas lidam com esses acontecimentos.

A principal pergunta talvez seja: quais os impactos que isso gera no ambiente organizacional?

Quando uma demissão acontece sob essa justificativa, surgem também outras questões: Houve diálogo suficiente? A empresa tentou compreender o contexto antes de tomar uma decisão drástica? Ou será que o problema foi ignorado até se tornar insustentável?

Uma demissão desse tipo é sempre muito, muito grave. Compliance, afinal, existe e é o conjunto de normas e práticas de uma empresa para garantir a conformidade com os seus regulamentos e políticas internas.

No entanto, quando essas regras levam a desligamentos abruptos, especialmente após décadas de relacionamento, é preciso refletir sobre como se chega a esse ponto e se dá para evitar que o “caldo desande” antes que seja tarde demais.

Recentemente, vários casos ganharam destaque na mídia, alguns mais emblemáticos do que outros.

Seja por conflitos de interesse, uso incorreto de recursos ou questões éticas, todos eles mostram que nenhuma empresa está isenta de desafios quando o assunto é integridade corporativa. Mas será que apenas punir é suficiente?

E como fica a divulgação desses casos? O debate sobre se “o que acontece no compliance deve ficar no compliance” levanta questões éticas e estratégicas. Demissões originadas nesse setor envolvem situações sensíveis, como violações éticas graves e até crimes, incluindo casos de assédio.

Divulgar esses episódios pode, por um lado, ter lá a sua função pedagógica, servindo de alerta e promovendo uma cultura de intolerância a abusos, além de reforçar padrões éticos dentro das organizações.

Por outro lado, a exposição pública pode destruir carreiras e reputações, mesmo quando ainda não se tem a devida comprovação dos fatos, o que alimenta a mídia com narrativas sensacionalistas.

O equilíbrio ético ideal talvez esteja em garantir transparência interna e punições proporcionais, protegendo vítimas e respeitando direitos individuais. Claro que a gente sabe que não se consegue isso, na maior parte das vezes.

Toda e qualquer demissão por compliance precisa ser, sempre, tratada com cuidado. Isso porque ela afeta não apenas a vida do colaborador, mas também tem impacto sobre a imagem da empresa e a confiança dos outros funcionários.

Para resumir, ninguém sai bem de uma história dessas.

Vendo por uma outra perspectiva, o compliance nunca deve ser sinônimo de rigidez excessiva ou falta de diálogo. Por isso, é essencial refletir sobre como podemos trazer mais humanidade para esse processo, sem abrir mão da integridade e das regras que garantem a saúde do negócio.

Erros acontecem, e muitos podem ser corrigidos com orientação e apoio. A empresa deve estar disposta a ouvir e entender o contexto em que esse erro foi cometido, enquanto o colaborador precisa estar aberto a receber um feedback que, às vezes, pode ser até mais incisivo, e estar aberto a mudanças.

Se prevenir é melhor do que remediar, no caso do compliance, prevenir significa construir uma cultura organizacional onde as regras são claras e o diálogo é constante. Talvez até, o maior desafio seja fazer com que os erros sejam vistos como oportunidades de aprendizado, e não apenas como motivos para punição. E claro, aqui não estamos falando de casos de má-fé ou mesmo de crimes.

Tirando esses casos mais extremos, muitos problemas de compliance poderiam ser, de fato, evitados com um acompanhamento mais próximo. Treinamentos regulares, auditorias internas e canais de denúncia eficazes são ferramentas que podem garantir que todos entendam e respeitem as regras.

Cada vez mais, precisamos discutir quem trazemos para o nosso lado, como negociamos, como fazemos acordos e de que forma conversamos sobre isso.

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Quer saber mais sobre como equilibrar transparência e sigilo em demissões motivadas por compliance? Então, entre em contato comigo. Terei o maior prazer em responder.

Marco Ornellas
https://www.ornellas.com.br/

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Marco Ornellas é Psicólogo, Master of Science in Behavior pela California American University e Mestre em Biologia-Cultural pela Universidad Mayor do Chile e Escuela Matrizstica. Pós em Neurociência e o Futuro Sustentado de Pessoas e Organizações.Consultor, Coach, Designer Organizacional, Palestrante e Facilitador de Grupos e Workshops em temas como Liderança, Complexidade, Gestão, Desenvolvimento de Equipes, Inovação e Consultor em Design da Cultura Organizacional.Autor dos Livros: DesigneRHs para um Novo Mundo, Uma nova (des)ordem organizacional e Ensaios por uma Organização Consciente.CEO da Ornellas Consulting e Ornellas Academy.
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