Saudações ao leitor!
Minha pretensão foi que este artigo seria o último da série sobre as Três Inteligências, mas percebi que vou precisar dividir o texto sobre a Inteligência Racional em duas partes, espero que compreenda em função da abrangência do tema! Então, aqui vai a parte A!
Em termos de evolução da vida no Planeta Terra, aqui está o aspecto mais evoluído e, também, o mais complexo. Realmente, o ser humano se distingue das outras espécies por sua capacidade racional, capacidade de pensar, de analisar, de buscar compreender, de querer saber o porquê de tudo. Observe só uma criança, perguntando e perguntando… e checando para ver se bate com o que vê e sente!
É esta capacidade que faz com que o ser humano não só se adapte às condições na natureza, mas a transforma. O ser humano busca conhecer cada vez mais as qualidades e características das coisas e vai modificando, adaptando a natureza a seu favor. Não só buscamos o alimento, como o produzimos em grande escala. Produzimos nossos instrumentos de trabalho e de arte, bem como os de guerra.
Por isso o ser humano desenvolveu a arquitetura, a literatura, a matemática, etc., para muito além do campo instintivo e emocional.
Mas é importante entender o seguinte: o Racional não funciona à parte, sozinho. Ele tem como suporte os outros dois lados da mente. Ideias sem experimentar se funcionam se perdem no tempo. É o operacional que garante se o mundo dos cálculos produz resultados. É o emocional que dá força e motivação para o trabalho intelectual que, por si mesmo, é geralmente muito chato, não é mesmo?
É, pois, o instintivo/operacional e o emocional/intuitivo que dão suporte, dão sustentação a toda esta fantástica construção que o racional vem se desenvolvendo na história humana e na história de cada ser humano.
O lado Racional de nossa mente é o encarregado de processar os dados quantitativos, fazendo cálculos, classificações, combinações, comparações;
– é dele o mundo do raciocínio lógico, da linguagem verbal, numérica; dos conceitos, das justificações; do senso crítico e analítico; das fundamentações e das explicações científicas; das crenças, doutrinas e ideologias; é o racional que dá, sobretudo, o porquê de tudo, é ele que dá direção e sentido a tudo que fazemos;
– e é dele também a quantificação temporal, que compara idades, fases, ciclos, descrições históricas. A mente racional, por exemplo, é que seleciona o que interessa e o que não interessa ao escrever a história de uma pessoa, de um país ou de uma cultura.
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