fbpx

O Silêncio Interior em um Mundo Agitado: Como Cultivar Atenção Plena no Dia a Dia

Vivemos distraídos, ansiosos e hiperconectados em um mundo agitado. Descubra como pequenas práticas de atenção plena ajudam a reconectar com o presente, trazer clareza, reduzir o estresse e cultivar uma vida mais consciente, leve e significativa.

O Silêncio Interior em um Mundo Agitado: Como Cultivar Atenção Plena no Dia a Dia

O Silêncio Interior em um Mundo Agitado: Como Cultivar Atenção Plena no Dia a Dia

Você já se pegou, por exemplo, guardando um copo vazio na geladeira? Ou olhando no espelho de manhã, sem saber exatamente o que foi fazer no banheiro? Ou ainda dirigindo e, de repente, esquecer-se para onde ia? Pode parecer assustador, mas na maioria das vezes é apenas sua mente vagando no passado ou no futuro, ausente do momento atual.

Muito mais que simplesmente estar fisicamente em um lugar, a Presença é o estado plenamente consciente e conectado ao momento presente. Não só consigo mesmo, mas com os outros, com o ambiente, inteiro nas ações. É, por exemplo, o estado de atenção plena da meditação Mindfulness.

Nosso mundo é acelerado. Tudo é rápido e estamos sempre correndo de um compromisso a outro, de um pensamento a outro, sempre buscando, sempre tentando alcançar alguma coisa que nem sempre sabemos o que é – às vezes parece que a vida é uma sequência de momentos apenas, nem sempre ao nosso alcance.

Como se não bastasse, estamos conectados com o mundo todo, o tempo todo. Não só com as notícias, mas com fofocas, curiosidades, piadas, reflexões de outros – não as nossas. O que está em nós nos passa despercebido.

“Atenção plena significa prestar atenção de uma maneira particular: intencionalmente, no momento presente e sem julgamentos.” ( Jon Kabat-Zinn – pioneiro mindfulness)

A maioria dos meus clientes e pacientes se queixa da falta de memória, falta de foco, dificuldade de organizar as ideias, falta de concentração. Com a prática, entendi que não se trata de aprender ferramentas nem processos – quase sempre basta aprender a Estar Presente, com a atenção plena no que está fazendo ou vivendo.


Estamos sempre em outro lugar

Pare e pense: quando foi a última vez que realmente esteve Presente? Em que momento você parou e ficou atento apenas ao que estava vendo, fazendo ou ouvindo?

O passado já foi e nada muda isso. O futuro é uma possibilidade – e vai depender das suas ações. Ações do agora, aliás, pois o AGORA é a única realidade sobre a qual temos algum controle através de nossas escolhas.

Mas em um minuto ele também vira passado. No entanto, nossa mente, inquieta como é, vive revisitando o passado ou projetando o futuro. Projetando, veja bem. Não planejando, já que planejamento você faz e cumpre.

Por outro lado, a cultura da produtividade diminui nossa capacidade de estarmos totalmente Presentes. O excesso de pressão e expectativa pelos resultados gera ansiedade e entramos em um círculo vicioso onde conectar-se, consigo ou com os outros, demanda muito esforço.

“Estar presente é habitar totalmente o momento, sem ser arrastado pelo passado ou pelo futuro.” (Richard Moss, autor de Mandala of Being).

Impossível deixar de falar aqui da hiperconectividade. O celular, por exemplo, já virou uma extensão das mãos. Quando pergunto aos meus clientes quais os momentos do dia/noite em que se afastam do celular, a resposta é uma só: no banho, já que celular não sobrevive embaixo da água. Ainda. Mesmo assim a maioria deles aproveita para ouvir podcasts enquanto está no chuveiro. Nada mais de cantar no banho!

Nem o sono é mais o mesmo, pois deitar-se com o celular virou vício: só mais um minuto; só mais um minuto; mais um… mais um….Um intervalo de sono, e o celular é o primeiro contato do dia. E estudos mostram que a luz emitida pelo celular inibe a produção de melatonina (o hormônio que ajuda a dormir) e o conteúdo mantem a mente excitada retardando o sono.

Esse é o paradoxo da vida atual: hiperconectados e desconectados ao mesmo tempo.


A beleza de estar presente

A vida nos oferece imensos prazeres, simplesmente como ela é. Apenas deixamos de ver, sentir, ouvir, apreciar. Nos ausentamos.

Apenas pense: como você sabe que seu corpo está vivo? Bem, imagino que, como eu, seja principalmente através da respiração e do ritmo do coração. Você já parou para ouvir o coração bater e respirar conscientemente? Sua mente relaxa, seu corpo fica leve e o mundo para quando você faz isso por 2 ou 3 minutos que parecem eternos.

E como você apreende a vida sem ser pelo pensamento? Não tenho dúvidas de que é através dos cinco sentidos: ver, ouvir, sentir, cheirar, saborear.

Quando você se sentar para tomar um café, apenas tome o café: sinta o odor, a temperatura, o sabor, a acidez, sorvendo aos goles, apenas estando inteiro ali. Ou quando caminhar a pé (ou de carro), apenas observe o céu, as plantas, as pessoas, a luz que se reflete no espaço, inteiro ali. Ou ainda quando tomar um banho, entregue-se ao prazer da água caindo em seu corpo, sinta a temperatura, a textura, o perfume, o relaxamento. Use todos os seus sentidos para “sentir” realmente a vida.

“A verdadeira felicidade é encontrada apenas no agora. Aceite o momento presente e encontre a perfeição dentro dele.” (Eckhart Tolle, autor de O Poder do Agora)

Mas não é só. Além do seu mundo interno em contato com o mundo externo, há O Outro. É preciso pensar nas nossas interações, na importância que elas têm e no poder de uma conexão autêntica, onde haja compreensão sem julgamento, escuta para além das palavras, e acolhimento.

As interações sociais e profissionais, desprovidas de conexão, não criam um espaço seguro onde há confiança, acolhimento. E conexão se cria com o estado da Presença: simplesmente ouvir o outro com todos os sentidos, sem distrações nem julgamentos.


Os desafios de cultivar a Presença

O maior desafio na prática da Presença são as distrações do pensamento que nos tiram do aqui-agora.
Lembro-me de um antigo cliente meu que morava nos Estados Unidos dizer-me que não conseguia “calar os pensamentos”. “Sim”, eu lhe disse, “você não cala os pensamentos; você apenas os deixa ir como se fossem nuvens ao vento. Não os alimente”.

Mas o que significa alimentar os pensamentos? Imagine que está buscando o silêncio e um pensamento como “preciso fazer o relatório” vem à sua mente. Alimentá-lo significa pensar sobre ele, sobre o que tem que fazer, como fazer, do que precisa, data da entrega, quem pode ajudar etc., etc. Deixar passar significa apenas aceitar e consentir: “sim, tenho que fazer o relatório”. E silenciar a mente. Até o próximo pensamento, pois é quase impossível deixar a mente em branco por mais de 30 ou 40 segundos. Com prática.

Acolha a dispersão. Reconheça que a mente vaga. Volte ao instante presente quantas vezes for necessário. São nesses momentos que percebemos o quanto estamos acostumados a não estar aqui, agora.


Práticas para Cultivar a Presença

Tenho trabalhado a Presença com alguns clientes e juntos descobrimos que algumas estratégias funcionam muito bem:

  • Atenção Plena nas pequenas coisas: ao fazer uma refeição, por exemplo, sinta o aroma, perceba a temperatura, a textura, o aroma e saboreie cada bocado como se fosse o primeiro.
  • Desacelerar e priorizar: permita-se fazer uma coisa por vez; comer sem pressa, caminhar sem destino, observar o céu, a natureza, as pessoas.
  • Silenciar a mente: observar os pensamentos sem tentar evitá-los, reconhecendo-os sem se agarrar a eles.
  • Escuta ativa: ao conversar com alguém não fique pensando na resposta que vai dar; apenas escute, com todo o seu ser, como se fosse o mais importante.
  • Autorreflexão: desenvolver a consciência dos momentos de distração e reconectar-se com intencionalidade.
  • Desenvolvimento dos sentidos: dedicar o tempo necessário para desenvolver cada um dos cinco sentidos até que use todos.

Enfim, a Presença não exige práticas complexas ou aprendizados formais. Faz parte do autodesenvolvimento e se ancora nas pequenas escolhas do cotidiano.


Quando a vida lhe chamar, responda: Presente!

Cultivar a Presença não é apenas um conceito bonito. É uma prática que transforma vidas: a ansiedade perde espaço pois não sobra lugar para o que passou nem para o que está por vir; o mundo fica mais colorido, cheio de sentido e sabores; as relações se tornam mais profundas e verdadeiras, porque a escuta plena permite enxergar o outro com clareza e empatia. E, claro, faz diferença no seu trabalho e na sua saúde mental.

Você respira em meio ao caos da vida moderna.

No fim das contas, Estar Presente é um ato íntimo e silencioso de cuidado consigo e com os outros, que permite perceber o que realmente importa.

Então, feche os olhos por um instante. Respire fundo. Sinta o ar entrar e sair, observando cada detalhe dessa experiência. Ouça os inúmeros sons que vem de fora, do mais longe ao mais próximo, até sentir o som de seu coração batendo no ritmo da vida.


Gostou do artigo?

Quer saber mais quais são os principais desafios que impedem as pessoas de estarem plenamente presentes no momento atual? Então entre em contato comigo. Terei o maior prazer em conversar a respeito.

Isabel C Franchon
https://www.q3agencia.com.br

Confira também: Treinamentos não são suficientes para resolver os problemas nas empresas

Palavras-chave: atenção plena, atenção plena no dia a dia, presença no momento presente, mindfulness no dia a dia, redução da ansiedade, silenciar a mente, como praticar atenção plena, benefícios da atenção plena, exercícios de atenção plena no cotidiano, estratégias para viver o presente, como reduzir a ansiedade com mindfulness, práticas para cultivar a presença, os desafios de cultivar a presença, a beleza de estar presente
Isabel C Franchon, Coach desde 2008, atua com o Desenvolvimento Profissional e Pessoal voltados para a Carreira, Competências, Liderança, Comunicação Interpessoal, Compliance & Ética e Coaching de Times. Facilita Workshops, Treinamentos e Oficinas em empresas de médio/grande porte através de empresa própria e em parceria com Consultorias de DH. Graduada em Jornalismo, tem MBA em Desenvolvimento Humano de Gestores, pela FGV; Pós-graduação em Transdisciplinaridade em Saúde, Educação e Liderança, pela Universidade Holística Internacional; Especialização em Marketing pela MM School; Formação em Compliance Anticorrupção, pela LEC; Especialização em Metodologia QEMP para empreendedores, pela Clinton Education. Fez formação em Master, Executive, Leader & Business Coach, pelo Behavioral Institute. Certificada em Positive Coaching Com Robert Dilts e Richard Moss. É membro do International Coaching Council (ICC) desde 2008.
follow me
Neste artigo


Participe da Conversa