RHs Bicentenários: E se as Organizações fossem Mais humanizadas?
Será que precisamos criar robôs para resgatar sentimentos?
Por que será que temos tanta dificuldade de nos conectar à espiritualidade?
O ambiente de trabalho seria um local adequado para a prática dos valores da espiritualidade?
O que nos aconteceria se as organizações fossem mais humanizadas?
O tema deste artigo é uma alusão ao filme “O homem bicentenário”, filme lançado em 1999 e que traz importantes reflexões em nossas vidas, especialmente no que diz respeito aos sentimentos.
Estaríamos nós tão atribulados em nossas atividades profissionais e na vida que mais nos assemelhamos a robôs do que a um ser humano capaz de pensar, sentir, agir e se conectar com o todo e com os outros?
Você certamente tem a sua resposta.
Quantos milhões ou bilhões de robôs estão entre nós? Por quantas vezes ao dia nos percebemos como robôs ao criarmos mecanismo para não percebermos ou nos envolvermos com aquelas cenas do cotidiano em que outro SER abre o lixo em busca de alimentos, famílias morando nas ruas e sem o mínimo de dignidade humana, crianças e idosos sofrendo abusos e violências. Estaríamos nós na insensibilidade de nossos próprios sentimentos acreditando ser mais “fortes”?
Obviamente que não!
Nos conectamos espiritualmente quando somos capazes de sentir, e assim pensar em como devemos agir e não apenas reagir. A omissão tendo sido, se não o maior, um dos maiores males da humanidade.
Trazendo isso para o mundo corporativo, como os nossos negócios e RHs estão voltados para o sentir, para criação e conversão do propósito organizacional?
Como as ações de desenvolvimento e evolução estão criando significado? E como essas ações geram impacto nos contextos sociais? Como o negócio da organização contribuiu para a evolução socioeconômico-ambiental?
Os valores da espiritualidade estabelecem conexões entre as pessoas e naturalmente humanizam as relações e consequentemente as organizações.
Há empresas que estão praticando a humanização, mas ainda são poucas que trazem os valores da espiritualidade como base de sustentação, valores estes como: confiança, respeito, justiça, pertencimento, desenvolver potencial, maturidade, trabalho com significado e gratidão.
Tenho estimulado em minhas palestras e em nossos clientes atividades e exercícios que fortaleçam esses valores, sendo assim, a humanização será consequência natural e orgânica das relações.
Sempre sugiro que conheça a história do colega de trabalho, seja seu par, seu imediato ou integrante do seu time. A compaixão e empatia, dentre outras, estarão presentes, a exemplo desse vídeo (veja).
É necessário estimular a visão do todo, suas interações e interrelações.
Nenhuma organização será útil se apenas atender suas necessidades e anseios.
A importância de uma organização está diretamente relacionada ao seu grau de contribuição e colaboração, e assim, sua utilidade na sociedade.
Como profissional de RH há mais de 35 anos acredito fortemente no papel e influência dos RHs para estimular a prática desses valores e consequentemente na ampliação do nível de consciência.
Os RHs não têm e não deveriam ter as repostas, mas precisam ter as melhores perguntas, para juntos construírem as melhores respostas.
Gostou do artigo? Quer saber mais sobre RH, espiritualidade e organizações mais humanizadas? Entre em contato comigo. Terei o maior prazer em ajudar.
Fique à vontade para comentar e compartilhar.
Beijo no coração e abraços!
Adilson Souza, PhD
CEO e Fundador da Estação Liderança
https://estacaolideranca.com.br
Confira também: A Falta de Humanização nas Organizações Impacta a Saúde Mental?
Participe da Conversa