“O número de pacientes atendidos com intoxicação alimentar saltou de 280 para 624 por ano, entre 2009 e 2013, segundo levantamento realizado pelo HCor – Hospital do Coração. Isso representa um aumento de 122%. “As pessoas estão comendo cada vez mais fora de casa e, sem os cuidados devidos, isso pode representar a origem de muitas contaminações”, alerta o Dr. Daniel Magnoni, cardiologista e nutrólogo do HCor, responsável pelo levantamento.”
Fonte: http://www.jornaldiadia.com.br/news/noticia.php?Id=41077
A Intoxicação alimentar é um problema de saúde causado pela ingestão de alimentos ou água contaminados por bactérias, vírus, componentes tóxicos ou químicos.
A contaminação pode ocorrer durante a manipulação de alimentos, armazenamento e conservação de forma inadequada, decorrente da falta de cuidado por parte de estabelecimentos ou dentro da cozinha de nossas residências.
E o que podemos fazer para prevenir esse problema, que muitas vezes causam desidratação grave, devido vômitos e diarreias, internação e afastamentos de uma semana das nossas atividades rotineiras?
Você se preocupa como sua alimentação é preparada? Alguma vez procurou conhecer a cozinha do restaurante que frequenta semanalmente?
O conhecimento poderá auxiliá-lo na prevenção desse tipo de problema e aumentar sua qualidade de vida. Vou apresentar 3 tópicos da Portaria 2619, SMS, na qual deveria ser praticada pelos estabelecimentos que vendem alimentos prontos:
1) 9.24. Os pratos prontos e os alimentos perecíveis expostos para o consumo ou em espera para a distribuição devem permanecer protegidos de contaminações e sob controle de temperatura e tempo, segundo os seguintes critérios e parâmetros:
- I. Alimentos quentes:
a) Em temperaturas superiores a 60oC, por no máximo 6 horas;
b) Em temperaturas abaixo de 60°C, por no máximo por 1 hora.
II. Alimentos frios, que dependam somente da temperatura para a sua conservação:
a) Até 10°C, por no máximo 4 horas;
b) Entre 10°C e 21°C, por no máximo 2 horas. Exceto preparações com pescados e carnes cruas.
9.25. Os alimentos preparados e prontos para consumo em distribuição ou espera, que contenham carnes ou pescados crus devem ser expostos de forma a evitar a contaminação cruzada. Essas preparações devem ser mantidas em exposição por no máximo 2 horas a 5°C.
Os estabelecimentos devem ter esse controle registrado em planilhas, através da medição por termômetros, e o cliente pode ter acesso a essas informações.
2) 11.5. O reservatório de água deve ser lavado e desinfetado quando for instalado, a cada 6 meses e na ocorrência de acidentes que possam contaminar a água.
Isso garante a qualidade da água que o estabelecimento está usando para a lavagem e preparo do alimento que você irá consumir.
3) 14.8. O Serviço de Atendimento ao Consumidor – SAC deve manter registros das reclamações pertinentes à qualidade e segurança do produto. Os dados das reclamações devem ser anotados, arquivados e as ações corretivas registradas.
O registro de ocorrências, deve ser uma cultura dos estabelecimentos para que melhore a qualidade, frente aos problemas ocorridos diariamente.
Muitas vezes pensamos nisso depois de adquirir uma intoxicação alimentar e seus sintomas.
Quando entramos em contato com o conhecimento específico, podemos evitar problemas, aumentarmos as ações para o nosso autocuidado, além de auxiliarmos outras pessoas.
Abraços e boa sorte!
Daniela Cierro
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